Um dos materiais mais antigos e usados no mundo, o concreto perde apenas para água em consumo mundial. Força, versatilidade e solidez são as formas mais comuns de caracterizar o material, que agora também pode ser descrito como ‘translúcido’.

É o que possibilitou o trabalho do arquiteto húngaro Áron Losonczi, que dedicou sua pós-graduação para reinventar a fórmula do concreto.

Misturando fibra de vidro à composição de pedras trituradas, cimento e água, o arquiteto obteve blocos translúcidos de concreto, fortes o suficiente para substituir o concreto convencional – a resistência chega até a 10.000 psi (libras por polegada quadrada). Estudos também garantem que esse novo tipo de concreto pode garantir menos infiltrações e rachaduras.

O diferencial estético é outra vantagem. A projeção de silhuetas e a passagem de luz é o que mais diferencia o material.

A pesquisa foi desenvolvida em 2001, e desde então, a empresa LiTraCon (light transmitting concrete – concreto que transmite a luz, em tradução livre) comprou os direitos do material.

Muitas aplicações foram pensadas para especificar o concreto translúcido, como em quebra molas iluminados por LEDs e em estações de metrô, que poderiam ser iluminadas pela luz natural durante o dia.

O preço é o que ainda depõe contra o material, são cerca de € 1.000 euros por metro quadrado (cerca de R$ 3 mil reais/m2). O concreto tradicional custa R$ 500 reais na mesma proporção.

Há algumas alternativas para o material produzidas pela empresa italiana Italcementi e a alemã LUCEM, que garantem custos reduzidos com iluminação e 20% de aproveitamento da luz natural em blocos de concreto acrescidos de resinas multicoloridas, em pequenas áreas retangulares, que em tese, deixariam o concreto transparente mais acessível.

 

fotos Divulgação

com informações de Seattle Pi, National Building Museum, Buildings.com, Disd, Concremix

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