A construção à seco é um técnica que pode representar o fim de desperdícios de recursos naturais e de matéria prima. Sistemas que não eram muito utilizados no Brasil estão sendo difundidos no país por trazerem uma grande praticidade na hora da obra.

Porém, muitos mitos ainda cercam esse tipo de construção. O som oco das batatinhas na parede não indica menor durabilidade e conforto. Uma parede com sistema de construção à seco suporta tranquilamente vibrações, chutes, batidas de porta, choques com móveis, etc.

Essas técnicas construtivas recebem esse nome por não precisarem de água na formulação dos materiais da estrutura. Além da água, a areia e o cimento são dispensados.

Conheça a seguir 4 diferentes técnicas de construção à seco:

1. Light Steel Frame

É provavelmente o sistemas de construção seca mais difundido no Brasil. Sua principal característica é o uso de perfis de aço galvanizado. Esses perfis formam painéis, vigas, tesouras e são resistentes às cargas da edificação e servem de estrutura para a mesma.

Os perfis são dispostos a cada 40 ou 60 cm sobre uma sabe de concreto e são unidos por parafusos. Vedados por painéis cimentícios, drywall ou placa OSB, os perfis chegam prontos ao local. Isso faz com que uma construção que use esse sistema fique pronta de forma mais rápida.

O isolamento termo acústico é geralmente eito com manta de lã o fechamento com gesso acartonado em áreas secas, e com placas cimentícias em áreas molhadas.

2. Wood Frame

Bem parecido com o sistema anterior, diz respeito à tecnologia que é composta por perfis de madeira . Muito difundido no Canadá, na Alemanda e no Chile, chegou no Brasil na década de 90.

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Os montantes de pínus, tratado contra cupins e umidade, recebem fechamento de placas de drywall, OSB e revestimento cimentício.

Se comparado com a alvenaria comum, o tempo de obra pode ser 25% menor.

3. Parede dupla de concreto

Já aplicado em alguns galpões industriais e shopping centers no país, a tecnologia chegou em 2009 no Brasil e tem experimentado uma demanda crescente. O sistema prevê a utilização de módulos, que chegam prontos ao local da obra.

Os módulos são compostos por duas placas de concreto armado com um vão no meio por one passam as instalações. Esse espaço pode ou não ser preenchido com materiais como cimento, EPS e lã de rocha, dependendo do desempenho esperado.

Guindastes leves são necessários para içar as peças de concreto. As paredes são desenhadas de forma personalizada, em uma forma por um sistema a laser. Isso faz com que a fase mais demorada seja a de projeto, já que a localização de janelas, portas e tomadas não pode ser alterada.

4. Sistema EPS

Essa tecnologia também chegou no Brasil na década de 90, mas foi pouco popularizada desde então. Com o boom da construção civil, a tecnologia está se tornando mais conhecida.

Não exatamente um sistema de construção seca, consiste na utilização de telas de aço galvanizado unidas por treliças e recheadas de EPS. Assim que erguida, a estrutura é jateada com argamassa.

O material apresenta algumas vantagens como o seu baixo peso, que é 80% mais leve que o tijolo e seus resíduos são 100% recicláveis.

 

Com informações de Casa Abril, LP Brasil e LCP Construções.

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