O Elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, foi inaugurado em 1971 com a promessa de agilizar a mobilidade entre as regiões leste, oeste e central da cidade de São Paulo.

43 anos depois, com um tráfego de 70 mil carros por dia em horário controlado, a existência e utilização do viaduto tornaram-se tópicos controversos entre os paulistas.

Para enriquecer a discussão, o portal Msn convidou dois arquitetos a darem novos pontos de vista em relação a esta obra degradada de infraestrutura urbana. 

Veja quem são e quais são suas opiniões a seguir.

Na entrevista, Lourenço Gimenes, do escritório de arquitetura FGMF e Lucio Gomes Machado, da Gomes Machado Arquitetos Associados declaram que há apenas um futuro para o Minhocão: demolição.

“Mantê-lo significa continuar criando uma sombra permanente, com espaços pouco acolhedores abaixo dele e uma relação ruim com os prédios ao lado”, afirma Gimenes. O arquiteto ainda participou de um antigo projeto da Prefeitura de São Paulo que procurava alternativas para a via expressa. A ideia consistia em requalificar a área que a construção do Minhocão degradou, oferecendo bibliotecas e postos de saúde. Nem esta, nem a proposta vencedora do concurso tornaram-se realidade.

Hoje, o arquiteto e seus colegas de escritório declaram que nem a revitalização da via bastaria, e que uma melhor solução para o trânsito de São Paulo deve ser criada.

Gomes Machado compartilha dessa opinião e acredita que o Elevado poderia ser demolido antes mesmo da criação de uma nova alternativa: “defendo a ‘guerrilha’ à ‘cultura rodoviarista’, precisamos estrangular para depois resolver.” diz.

É interessante lembrar que remover a estrutura atual do Minhocão devolveria milhares de carros às vias comuns. Além disso, estimativas apontam que o custo aproximado de demolição chegaria aos R$ 80 milhões de reais.

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Para solucionar a questão, são citados dois exemplos diferentes realizados nos Estados Unidos: O túnel que cruza a cidade de Boston e o Highline, em Nova York.

No primeiro caso, um túnel foi construído para absorver o trânsito de um viaduto degradado, inaugurado na década de 40. Já no segundo, associações entre iniciativas públicas e privadas requalificaram uma antiga área férrea com jardins, passarelas para pedestres e um anfiteatro.

Clique aqui para conferir a fase final do Highline.

Enquanto não há um veredito final sobre o Minhocão, grupos e coletivos intervêm nos 3,4 km de concreto nos horários livres para pedestres – de segunda ao sábado a partir das 21h30 e livre aos domingos. 

As fotos que você viu nesse post correspondem às obras de Felipe Morozini e Coletivo BaixoCentro no elevado.

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fotos Divulgação

via msn Estadão