Especialmente para pessoas alérgicas e/ou que possuem filhos pequenos, uma pintura nova na casa pode significar, literalmente, dor de cabeça.

A sensação de sufocamento depois de uma nova demão de tinta nas paredes resulta da presença dos COVs (Compostos Orgânicos Voláteis), presentes principalmente nas tintas à base de solvente. Além de fontes de poluição atmosférica, os COVs destas tintas afetam a qualidade do ar dos ambientes internos onde foram aplicadas.

Embora ainda não haja no Brasil uma regulamentação nesse sentido, os fabricantes de tintas, seguindo uma tendência mundial e pensando no bem estar de seus consumidores, investem cada dia mais em tintas ecológicas, menos poluentes e com menos cheiro.

Sem solventes – Tintas ecológicas à base de água!

Ao invés de solvente, as tintas ecológicas são à base de água e produzidas a partir de pigmentos naturais. Os pigmentos são retirados da diversidade de solos brasileiros, garantindo uma gama rica de cores. Há também opções de tintas sustentáveis produzidas a partir de pigmentos vegetais, como jenipapo e urucum.

As tintas ecológicas resultam em resinas acrílicas de alta qualidade e baixo odor. Tem boa funcionalidade na cobertura e aderência de superfícies em alvenaria, reboco, amianto, divisórias, forro, madeira, gesso e massa corrida. Tem acabamento fosco, variadas opções de cores e pode ser aplicada em ambientes internos e externos.

Embora sejam de 10 a 20% mais caras que as tintas tradicionais, as tintas ecológicas compensam: não geram poluição da atmosfera, não destroem a camada de ozônio, não agridem o meio ambiente, não oferecem risco a saúde do aplicador e nem do usuário da área que recebeu a pintura.

As tintas à base de água não impermeabilizam a parede, permitindo que esta ‘respire’ e mantenha um controle de humidade na casa, promovendo um ambiente saudável e livre tanto da eliminação de gases organo-clorados (dos COVs) quanto de fungos e mofo.

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Para ser uma tinta realmente ecológica é preciso verificar alguns fatores, como a formulação, que deve ser livre de compostos orgânicos voláteis (COVs), sendo permitido por norma internacional o limite de 0,1% do volume total, livre de pigmentos à base de metais pesados e componentes sintéticos. Além disso deve-se avaliar o produto desde a preparação até a distribuição, a embalagem de armazenamento, a empresa que produz, o gasto de energia e água para produção, a soma de todos esses fatores caracterizam o produto como ecológico.