Depois das novas regras e custos mais altos na execução de reformas (e dos acidentes que deram origem a estas regulamentações), o bim.bon reuniu tudo o que você precisa para planejar sua obra com segurança dentro do orçamento.

Esqueça o que dizem sobre reformas que nunca terminam ou que gastaram mais tempo ou dinheiro que o previsto. Ao seguir as 5 dicas desse guia, arquitetos, engenheiros, calculistas, cliente e até a mão-de-obra estarão mais preparados para realizar uma boa reforma.

Abordamos a reforma desde o projeto aos custos, passando pela contratação de profissionais, regras, laudos e especificação de materiais de construção.

Confira o post completo com imagens de antes e depois de reformas a seguir:

Divulgação

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Projeto

Seja para valorizar o imóvel, trocar algo urgente ou deixar os ambientes mais bonitos, toda reforma exige um projeto, em maior ou menor grau.

Comece sempre com uma lista de objetivos, de preferência acompanhada por um profissional. Para pintar uma parede ou fazer intervenções simples não é preciso um expert, mas o cenário é diferente para mudanças que envolvem a estrutura elétrica, hidráulica e arquitetônica, que são obrigadas a serem acompanhadas, avaliadas e regulamentadas por profissionais do ramo. >> Leia mais sobre o assunto.

Por exemplo, um arquiteto pode cobrar entre 7% a 25% do valor de uma obra, e se torna responsável pela cotação de preços, materiais, orçamentos, cronograma e fiscalização da obra. Sem a figura do arquiteto, este valor pode ser facilmente gasto em retrabalho e desperdício, como afirma a profissional Christiane Roy.

Depois de uma boa conversa com o profissional, é importante estabelecer um cronograma e um plano de ação para a reforma. Se o banheiro for renovado, que outro ambiente será utilizado? Por quanto tempo? Estas perguntas são básicas para para realizar qualquer reforma.

Não se esqueça também de que todo o entulho gerado na obra deve ser descartado corretamente. Logo, uma reforma não pode ser orçada apenas com cimento, argamassa, mão-de-obra e revestimentos. Há diversos custos secundários com caçambas, regulamentações e limpeza que deve ser colocados na ponta do lápis.

Outro ponto muito relevante quando se trata de reforma são as alterações adicionais. Pensamentos como ‘já está quebrando mesmo’, ‘no futuro não vou ter paciência/dinheiro’ são muito levantados pelo cliente e costumam fugir do projeto original. Apesar da empolgação, essas mudanças e acréscimos durante a obra costumam sair muito mais caros que o previsto, e como não estavam incluídos no planejamento nem no orçamento, não há garantias de boa execução ou limite de custo.

©LSS

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Burocracia: ABNT, condomínio e vizinhos

É bom lembrar que toda obra que modifique a estrutura de um imóvel – um quarto novo, por exemplo – precisa estar registrada na prefeitura. Pequenas mudanças como pinturas, troca de revestimentos, portas novas etc. podem ser feitas independente dos órgãos públicos, mas ainda assim requerem profissionais especializados e se forem realizadas em prédios, precisam notificar o síndico.

Aliás, mais que a Lei do Silêncio e das normas de boa convivência, reformar edifícios e condomínios ganhou uma responsabilidade de peso: com a nova norma da ABNT (NBR 16280:2014) “o síndico passa a responder civil e criminalmente obre o que acontece em seu condomínio. A grande importância que os síndicos passarão a ter como gestores dos edifícios, pois restou sob sua responsabilidade, a autorização ou não das reformas e portanto, deve o síndico ficar atento pois, tal incumbência, reforça ainda mais a sua responsabilidade, inclusive extrapolando o período de sua gestão”.

Embora as normas da ABNT não sejam leis, se houver qualquer acidente que indique desobediência da norma, síndico e morador serão responsabilizados judicialmente, já que trata-se de uma boa prática. Qualquer mudança que não foi prevista no projeto como envidraçamento de sacadas, trocar o piso, colocar ar-condicionado ou uma banheira devem ser notificadas e quando necessário, devem vir acompanhadas de ART e/ou RRT, anotações e registros de responsabilidade do CREA e do CAU, para engenheiros e arquitetos, respectivamente.

Para que a reforma seja autorizada,  além das anotações, o cliente precisa entregar um escopo da obra, resumo das alterações, cronograma, se haverão ruídos e até que horas. Geralmente o período de trabalho vai até às 17h, mas tem o limite de até às 22h para fazer qualquer tipo de barulho. A relação de empresas e profissionais envolvidos na obra também deve ser entregue.

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Para facilitar, o blog SOS do Engenheiro Civil disponibilizou gratuitamente um modelo de laudo.

Mercer House / Vibe Design Group

Mercer House / Vibe Design Group

Mão de obra

Essa é a parte da reforma que mais exige uma dose diplomática do profissional e do cliente. Manter um bom relacionamento com quem está diretamente envolvido na obra é muito importante para garantir o resultado de uma boa reforma. A maioria das contratações ocorrem pelo famoso ‘Q.I’, o Quem Indica. Este sistema de recomendações é positivo, mas é essencial que o contratante se identifique com o profissional e que eles se entendam.

Nesta etapa é interessante ver as referências da mão-de-obra contratada, fotos de serviços já realizados e principalmente a opinião do trabalhador sobre o projeto, indicando se é executável ou não. Outro fator importante é o reconhecimento de que não há um ‘faz-tudo’ na reforma, ideia aplicada principalmente para pedreiros, e que há profissionais especializados para cada parte da obra.

Para garantir que não hajam problemas como ‘o pedreiro sumiu’ ou a pausa do projeto, é importante que se estabeleça um contrato que garanta um bom serviço entre ambas as partes. Aliás, muitos contratos estabelecem um pagamento semanal, no qual o INSS deve ser recolhido pelo profissional. Do contrário, qualquer acidente responsabilizará o contratante.

E como qualidade do serviço não é diretamente proporcional ao preço, é importante fazer orçamento da mão-de-obra para cada parte da reforma, também porque muitos profissionais trabalham com datas de validade.

Reforma de uma casa em Vallvidrera / AM arquitectura

Reforma de uma casa em Vallvidrera / AM arquitectura

Especificação: a escolha e compra de materiais

A escolha de todo e qualquer material de uma reforma é chamada profissionalmente de especificação, na qual o arquiteto, engenheiro ou designer de interiores lista e orça todos os produtos envolvidos no projeto. Mais do que cimento e areia, o profissional calcula mão de obra e os demais acessórios, móveis e acabamentos de uma reforma.

Com todas as metragens e ideias em mãos, o profissional já tem uma estimativa muito aproximada da execução do projeto, calculando potenciais desperdícios. Por isso, é importante evitar o gasto com mais ou menos materiais – o profissional vai indicar a medida certa na lista de compras do seu projeto.

Mas nem tudo deve ser delegado ao profissional. É importante que o cliente acompanhe a obra de perto e fique atento para evitar qualquer imprevisto.

Uma dica é comprar o material de acordo com cada etapa da reforma, assim você não acumula material desnecessário, que passe da validade ou que não seja essencial para essa parte da reforma, o que pode gerar um descontrole financeiro nas fases seguintes.

As condições de armazenamento também merecem atenção – guarde seus materiais em um ambiente ventilado e protegido de umidade, isso também evita que você gaste com a reposição.

Para fazer esta lista de compras, muitas pessoas usam o bim.bon, que reúne tudo o que você precisa para fazer sua reforma em um orçamento que compara preços entre lojas de todo o Brasil de forma inteligente, com composição de custos. Conheça. É gratuito.

Julia’s House / Moohoi Architecture

Julia’s House / Moohoi Architecture

Custos e pagamentos

A dica parece óbvia, mas é essencial: nunca planeje uma reforma incompatível com as condições financeiras do cliente. É importante manter um diálogo honesto e definir um máximo a ser investido. Estude as formas de pagamento e condições de financiamento.

Bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil disponibilizam crédito para material de construção, que podem ser financiados com o FGTS e com o Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Consultores financeiros indicam que as dívidas com reformas não devem ultrapassar mais de um terço da renda mensal, o que evita prejuízo para o cliente e para os profissionais envolvidos.

É importante que o contratante também tenha uma reserva caso ocorra algum imprevisto. Se tudo ocorrer de forma planejada como este guia indica, o dinheiro pode tornar-se uma economia.

com informações de Exame, Pedreirão, Suyen Miranda, SOS do Engenheiro Civil, Fórum da Construção, Caras, Estetic Derm, O Melhor Fornecedor, Bolsa de Mulher, Revista ZAPCasa Linda, IG
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